A INVERSÃO DO PAPEL DO HERÓI NA NARRATIVA CONTEMPORÂNEA

 

Maria das Graças Ferraz - UFF

 

 

Nosso estudo propõe uma reflexão acerca da heroicização dentro do tecido narrativo contemporâneo. Para isso elegemos a obra de Mário Cláudio, Peregrinação de Barnabé das Índias[1], romance publicado em Lisboa, em 1998, que reelabora a viagem de Vasco da Gama sob o amparo da  seguinte epígrafe:

 

De ti se servem, ó morte, inimiga nossa, para alcançar a alegria, tu, que és a mãe do infortúnio; adversária da glória, ao serviço da glória é que te colocam; de ti se servem, porta do Inferno, para entrar no Reino; de ti, abismo da perda, para atingir a salvação. (De um documento cisterciense do século XIII.).[2]

 

Tal epígrafe nos conduz a refletir sobre o colonialismo que, ao impor outro modus vivendi, faz das cinzas da diversidade a ambiência propícia para sua gênesis.

Esta poética viagem atende, misteriosamente, aos apelos do corpo e da alma, a recuperar a passagem do século XV ao XVI e a rever a história, pois sabe que esta não está fechada. A visão do passado é enganosa, na medida em que sempre se apresenta numa perspectiva textual.

Peregrinação de Barnabé das Índias desenvolve-se enquanto viagem, entretanto afirma-se na noção de  descoberta e encontro, não-somente de si mesmo, como no caso da errância iniciática de Barnabé, mas também de Vasco da Gama, o Almirante dos Mares da Índia, ao buscar um monólogo com o Oriente, cumprindo “...que se protegessem os interesses e os objectivos de Portugal” [3]. Esses dois personagens fazem a ação central do romance, mas é Vasco da Gama quem possui a consagração heróica nos registros da História de Portugal; por seu perfil voluntarioso, áspero, determinado, apaixonado, com presença marcada na galeria de heróis, de Camões a Fernando Pessoa.

Entretanto, segundo Mateus de Bérgamo[4],  “sobre este assunto, tiveram lugar algumas histórias, que não é este nem o momento nem o lugar para se revelar”. E essas são as histórias que nos interessam sobremodo: as pegadas que o desmitificaram enquanto herói, enquanto super-homem dos mares, na medida em que a Historia oficial não aponta para um Vasco da Gama medroso, desprotegido, inseguro, cruel, enfim com os traços da sua humanidade.

Sabemos que, até o séc. XIX, a História e a Literatura eram ramos do mesmo saber, quando, então,  houve o afastamento que as tornou distintas. E atualmente, o que se busca é menos o diferencial entre elas do que o traço comum que as une. Portanto, trata-se de antiquarismo querê-las com algum divisor de águas.

A história e a ficção sempre se interpenetraram, o que levou Umberto Eco a afirmar que “...existem três maneiras de [um ficcionista] narrar o passado: a fábula, a estória heróica e o romance histórico”[5] ao que Linda Hutcheon acrescenta: “...uma quarta maneira de narrar o passado: a metaficção historiográfica — e não a ficção histórica —, com sua intensa autoconsciência em relação à maneira como tudo isso é realizado”.[6]

Este novo gênero nos coloca diante da contradição pós-modernista, que  afirma para questionar. Não pretende negar, mas problematizar, criticamente, utilizando-se do passado como matéria-prima; ao inserir-se  no que contesta para subverter.

Peregrinação de Barnabé das Índias é título que abre questionamentos, pois, peregrinar, segundo  Aurélio Buarque de Holanda, é “ir em romaria por lugares santos ou de devoção”. E este não foi o objeto da Viagem de Vasco da Gama rumo às Índias. Portugal priorizava o comércio e a expansão territorial enquanto meta de enriquecimento e construção de um grande império.

Outro será, no entanto, o destino narrativo: fazer-nos pensar fora dos registros oficiais da história, acerca da Viagem de Vasco da Gama para as Índias, projeto nacional que não mediu sacrifícios e se afirmou como mensageiro da fé cristã.

Este diálogo, que fratura o dado histórico para expandir a consciência,  é marcante nas obras contemporâneas, em que textos já produzidos circulam nas páginas dos produtores literários de forma paródica, cuja definição acolhemos em Linda Hutcheon:

 

(...) quando falo em paródia,  não estou me referindo à imitação ridicularizadora das teorias e das definições padronizadas que originam das teorias de humor do século XVIII.” [Mas  de] ...“uma repetição com distância crítica que permite a indicação irônica da diferença no próprio âmago da semelhança.[7]

 

Perguntamos pelo estatuto heróico do capitão-mor da armada. Pois “...compunha-se ele o temperamento de uma criança amuada, (...) mau humor como a um recurso de  chantagem (...) franzia a sobrancelha oferecendo a prova de que mui escondido mal o torturava”,[8] e que não se libertou do medo “...e como um menino chorava, esgadelhando-se de susto, esborratando de ranho a escrita das folhas do roteiro da viagem”.[9]  E para se apartar dos fantasmas, que fizeram do seu imaginário morada constante, estabelece um pacto com a bebida, já que “...produz efeito o álcool ingerido, e uma potência se restaura no íntimo do comandante, e mostra-se ele capaz de se aventurar à conquista do Mundo,”[10]. Mas não só a bebida, como também orações são trazidas em atitude de confessional fraqueza para a “...recomposição dos nervos, com gestos incertos vasculhando os escaninhos da papeleira na pesquisa da minúscula folha onde copiou a oração dos navegantes contra os riscos da travessia”.[11]

Na travessia, a equipagem sofreu as conseqüências desse medo que se traduzia em gestos de crueldade:

 

Incutia a bravura que o desassistia, o arreganho que lhe ia falecendo, a esperança que o enjeitava, mas não se lhe produzia a almejada segurança, porque dela, e para sempre, fora ele destituído.(...) E envergonhava-se daquele ente sujo que nele encontrara abrigo, e esperava pelo milagre que o redimisse de tão sórdida relaxação, e insurgia-se contra o fado que o vitimizara, tendo-o por castigo ignóbil do crime que não cometera. [12]

 

Mas crime, que não se opunha a cometer, expressos em torturas físicas aos embarcados “...e depreendia Barnabé que estariam vertendo sobre os costados do infeliz, o que com efeito ocorria, boa dose de pingos de azeite fervente”[13]

     À confusão da mente do capitão-mor juntava-se a descontinuidade abissal, a consolidar uma velhice solitária e insegura, tensionando as páginas “...já que da altura das labaredas colherá a ilusão da continuidade, o empenho do presente e o exílio do medo.”[14] Tal ambiência lhe permite refletir sobre os medos, face oculta de sua condição humana, que permanece inalterada ao longo da viagem.

     Diferente do Vasco da Gama personagem central da épica camoniana, cuja nota fundamental é se distanciar do arcabouço humano não se permitindo nem mesmo o choro.

Nesta façanha épica, somente choram o feminino e o extra-humano, o herói não soluça, ele está acima do pranto[15], todavia, conforme Fonseca[16]: “recorrer à experiência humana significa, em suma, recorrer ao que de mais profundo e mais estimulante existe no diálogo entre gerações, o qual é, em última análise, o grande motor da reflexão histórica.”

Ao acolher o entendimento traçado por Hesíodo[17] do herói como um amálgama de deus e homem, Camões trouxe à cena literária um Vasco da Gama com vida interior saturada por objetivos políticos, militares e náuticos, a ocupar com os seus companheiros um lugar privilegiado, o similar espaço do firmamento em que habitavam os Argonautas, tripulantes lendários da nau mitológica Argo.

Entretanto, recuperamos em H. Arendt uma concepção sóbria do heroísmo, que afasta este entendimento híbrido, pois contempla a excelência heróica em todo humano livre:

 

O herói desvelado pela história não tem necessidade de qualidades heróicas; a palavra herói, na origem, isto é, em Homero, não era mais que um nome dado a cada um dos homens livres que haviam participado da epopéia troiana e de quem se podia contar uma história.[18]

 

Se para Arendt todo homem livre é capaz de construir-se em torno do estatuto heróico, acrescentamos a esta visão a fala de Campbell, ao sustentar que a primeira tarefa do herói aponta para o diálogo com o reino do inconsciente infantil e da mágica que lhe presta culto. Para ele, há um grito de libertação dos fantasmas, que povoa o imaginário, e que, somente, a morte do monstro permitirá o nascimento de algo novo. O limiar da transformação reclama a mudança de ênfase do mundo externo para o interno. Nisto consiste superação do homem contemporâneo: um salto quântico, porém rumo a si mesmo, para desconstruir-se, o que torna possível a originalidade.

Estamos então a falar do afastamento, condição necessária ao contato com o recesso secreto da imaginação e, por conseguinte, do seu par oposto, o retorno. Este possibilita a circulação da energia espiritual no mundo, através do homem e da mulher renovados, por isso portadores da boa nova, realizando, então, a Epifania.

Claro fica, portanto, que a virtude conquistada por aquele que re-significou a vida espiritual, não é o que caracteriza o herói. Este não é o homem virtuoso, já que  a virtude também acena para o seu oposto. O Universo não é biocentrado, porque tanto existe a virtude, num momento, quanto sua morte no instante seguinte. A morte promove o equilíbrio, pois dela emana a possibilidade de renascer, que a seu tempo também caminha para o ocaso.

Foi Heráclito quem, ao contemplar esta dança dos opostos, afirmou: “Os diferentes são reunidos, e das diferenças resulta a mais bela harmonia, e todas as coisas se manifestam pela oposição”[19] (grifo nosso). Por isso, “...se é verdade que existe o medo, não será menos verdade que existe a coragem”.[20]

Isto posto, pensemos na oposição: Vasco da Gama vs. Barnabé, ao cruzarem o oceano da vida, o primeiro exercendo a desmedida voltado para valores externos a si mesmo e, como já mencionamos, adorando o templo da sua infância feita da confessional desproteção e seus frutos, experimentando que “...um arrepio o trespassa, prenúncio desse pânico que o acompanha desde infância”[21], levando-o a se abrigar na sombra de Paulo da Gama, “...imagem da segurança a que aspira”[22]. O grumete, igualmente preso ao romance da infância, “...saiu por Ucanha deserta, assarapatando daquele pavor sem controlo.[23]

Deste medo, matéria-prima de sua errância iniciática, assim fala o peregrino Barnabé: “...sucedia de tomar conta do meu ser”[24], ao partir para o encontro com o desconhecido, o homem aperfeiçoado e universal, fazendo do chamamento interno sua doutrina mais secreta, cruzando os labirintos de dentro e de fora do seu coração, por isso “...inquiria, e do Altíssimo, porque obstinado mistério persistíamos nós, meninos sem defensão, naquela cegueira extremada de para Sul navegar”.[25]

Ao embarcar na antítese de Vasco da Gama, iria andar Barnabé na amizade de si mesmo, fazendo do sábio silêncio seu abrigo, em total reverência ao deslocamento do eixo de importância, que se transfere do mundo exterior para o interior; nos autorizando a afirmar sua libertação, como construção em sentido inverso, atitude típica da heroicização contemporânea.

Desse modo, Barnabé “...recolhendo-se ao fundo de si, e de lá extraindo a paz que vale pelo que oferece, e não pelo que recebe”,[26] nunca perdeu a fé e a coragem, muito menos esmoreceu-lhe a chama da esperança, em busca do sobreviver, nesta sua “...condenação à miséria”.[27]

Por isso, longe estamos de caracterizá-lo como herói pícaro, já que a trapaça não lhe fez companhia, “...era como um penitente que ia ele progredindo, (...) arrastando o lastro dos pecados que cometera” [28] (grifo nosso).

Enquanto no seio da marinhagem os intentos portugueses aconteciam num colonialismo de rapina, o proprium de outras raças se consolidava no sábio coração de Barnabé, a escrever o entendimento da alteridade: um novo sentir, um novo pensar, um novo desenho de vida. “E partilhando aquela terra adeptos de variadas religiões (...) pensava Barnabé em seu foro interior que idêntico modo se deveriam comportar os que obedeciam ao Papa”[29], em total consentimento a que diversos credos lhe enamorassem a alma; “...não desistia Barnabé de tomar o negrinho por centro das suas reflexões sobre a variedade de raças.[30] (...) e examinava-o Barnabé com essa estranheza que não deixa de incluir algum amor”.[31] O jovem grumete adquire um saber que reúne em si todas as cores em contraste com a ideologia que celebra o branqueamento como pedra filosofal.

Tal renascimento, em cumplicidade com a bem-aventurança, encontra a boa sorte do caminho e, com ele, a terra prometida a todos nós, as verdadeiras Índias, as Índias de todos nós que “...se de oiro se não edificam, nem de especiarias, da claridade a que as cores se resumem constam elas”.[32]

A trajetória de Barnabé ratifica a perspectiva de Campbell em que  “o herói morreu como homem moderno, mas como homem eterno – aperfeiçoado, não-específico e universal – renasceu”.[33]

Isto posto, estamos diante do jovem grumete, ”...passados os abismos que o separavam do encontro consigo mesmo”[34] como um visionário de São Rafael, protetor de uma das naus, que lhe dirige um discurso: ”...saldadas que se encontram as contas que devias prestar, caminharás pelo meu carreiro, e desvendarás as minhas Índias, as quais mais altas se mostram do que as que conheceste”.[35]

“E em razão destas coisas, menos por troça difusa que por retraído galardão, principiavam a conferir-lhe a quase alcunha de mestre”,[36] que o celebra como portador da Boa Nova e a interagir com o Outro. Este é o desenho de sua Epifania, já que “...contornara as monções, de uma travessia interior”. [ e ] “...consultavam-no os companheiros sobre sonhos e pressentimentos, e retorquia-lhes o de Ucanha com a chave que lhes valesse, ao absoluto do medo e da finitude contrapondo a relatividade da tristeza e da alegria”. [37]

E na vivência deste reconhecimento público, no seio da marinhagem, “...por efeito de um impulso que não conseguiria clarificar, devotava-se Barnabé ao auxílio dos camaradas, ora nas canseiras da mareação os suportando, ora lhes diminuindo o receio dos perigos que adiante se  lhes deparassem”[38], como um descer da montanha para completar o processo de alumiamento interno, já que o primeiro movimento da escalada é subir, porém o segundo consiste em descer e caminhar com os comuns, enquanto facilitador da circulação energética no Cosmos.

Notabilizando-se como um sábio, “...ia sossegando Barnabé dos pesadelos que o tinham castigado, (...) e uma candeia sempre acesa lhe aquecia o coração”.[39]

Dito isto, trazemos a reflexão de Campbell:

 

...onde havia abominação, encontramos uma divindade, onde pensávamos matar, mataremos a nós mesmo, onde pensávamos viajar para o exterior, atingiremos o centro da nossa própriaexistência. E onde pensávamos estar sozinhos, estaremos com o mundo inteiro. [40]

 

Concluímos, pois, que a heroicização contemporânea segue na contra-direção do paradigma clássico. Este buscou o estatuto heróico num movimento para fora de si. Enquanto, o herói moderno, o faz rumo a si mesmo, edificando valores que o eternizem.

Mário Cláudio propõe este ponto de equilíbrio, ao deixar fluir em suas páginas o encantamento pela busca; porém que esta se faça num salto quântico para dentro de si mesmo, ou seja, a partir do próprio Portugal, como Nação que se entrega ao curso do presente e sobre as ruínas de um passado inglório se reconstrói.

Será no concerto das grandes nações em aliança com o mundo, que se inscreverá Portugal, ao perfazer o caminho da metáfora vivida por Barnabé, que se nutre não só da contemplação como também da ação rumo a si mesmo. Desse modo, o Outro não se lhe apresenta sartrianamente como um Inferno, porém como direção ao paraíso do desenvolvimento.

A missão de outrora se consolidou ao demarcar a terra e o mar, porém o destino deste império se  perdeu. Hoje, nova rota se instala, a fim de que um novo perfil de Nação se faça. É oportuno, então, que encerremos essas linhas em uníssono com Fernado Dacosta,[41] ao fazermos nossas suas palavras: “Portugal está a entrar no terceiro tempo; o primeiro foi o do movimento, o segundo o do imobilismo, o próximo será o do afecto”.



[1] Mario CLÁUDIO.  Peregrinação de Barnabé das Índias. Lisboa : D. Quixote, 1998.

[2] Id., op. cit., p.11.

[3] Ibid. p. 214.

[4] Mateus BÉRGAMO.In.: Luís Adão FONSECA. Vasco da Gama: uma Biografia Fantástica. Revista Oceanos. Número 33, janeiro/março. 1998. p. 86.

[5] Linda HUTCHEON. Poética do pós-modernismo.Rio de Janeiro : Imago, 1988. p. 150.

[6] Id. Op. Cit. p. 150.

[7] HUTCHEON, 1998. p. 47.

[8] Mário CLÁUDIO, 1998. p. 101.

[9] Id. Op. Cit. p. 38.

[10] Ibid. p. 26

[11] Ibid. p. 25.

[12] Ibid. p. 39.

[13] Ibid. p. 193.

[14] Ibid. p. 31.

[15] Alexandre ALBUQUERQUE. O herói camoniano.  Rio de Janeiro: Graphica Ypiranga, 1931. p. 12.

[16] Luís Adão FONSECA. Vasco da Gama: uma Biografia Fantástica. In: Revista Oceanos. Número 33, janeiro/março. 1998. p. 88.

[17] C. R. CURTIUS. Heroes y Soberanos. In.: Literatura Europea y Edad Media Latina.  v. 1, México-Madrid-Buenos Aires: Fondo de Cultura Economica, 1989. p. 245.

[18] Miguel ABENSOUR. O heroísmo e o enigma do revolucionário. In.: Tempo e História. NOVAES,  Adauto (org.). São Paulo: Cia das Letras,  1992. p. 215. Secretaria Municipal de Cultura.

[19] Joseph CAMPBELL. O Monomíto. In.:O herói de mil faces. São Paulo: Cultrix, 1996. p. 48.

[20] MÁRIO CLÁUDIO, 1998. p. 91.

[21] Id. Op. Cit. p.17.

[22] Ibid. p. 20.

[23] Ibid. p. 62.

[24] Ibid. p. 148.

[25] Ibid. p. 149.

[26] Ibid. p. 201.

[27] Ibid. p. 60.

[28] Ibid. p. 60.

[29] Ibid. p. 184.

[30] Ibid. p. 158.

[31] Ibid. p. 159.

[32] Ibid. p. 242

[33] Joseph CAMPBELL. 1996. p.28.

[34] MÁRIO CLÁUDIO, 1998. p. 249.

[35] Id. Op. Cit. p. 242.

[36] Ibid. p. 251.

[37] Ibid. p. 245.

[38] Ibid. p. 246.

[39] Ibid. p. 244.

[40] Joseph CAMPBELL. 1996. p.32

[41] Fernando da COSTA. In.: José MATTOSO. A formação de uma identidade nacional. A escrita da História. Teoria e Métodos. Lisboa : Editorial Estampa, 1988. p. 167.